quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O lado bom da vida

“Estou praticando ser gentil, ao invés de ter razão”

A frase acima é espetacular, e muito difícil de ser praticada, embora seja o melhor a fazer nessa vida. Ela foi tirada de um livro que acabei de ler chamado “O Lado Bom da Vida” do escritor Matthew Quick,, recomendo a todos a leitura, com profundas reflexões. No livro, Pat Peoples, acabou de sair de uma Clínica de loucos, e após muito tempo sua mãe o tira de lá, e ele volta ao convivio com família e amigos, sem lembrar ainda do que ocasionou seu problema, seu objetivo é buscar melhorar o tempo inteiro, fazer tudo que sua ex-esposa gostaria que ele fizesse, daí ele começa a malhar muito, correr, pratica ser mais gentil ao invés de ter razão, e passa a ler os livros que sua amada Nikki adorava, tudo isso para acabar com o tempo separados. Com essa idéia na cabeça, ele busca ser mais otimista, sempre acreditando que vai reconquistar sua ex-esposa, e no caminho encontra várias pessoas, situações interessantes e surpreendentes.

Muito difícil é ver o lado bom das coisas, acho que nesse mundo conheço uma pessoa que é fera nisso: minha mãe. Ela é daqueles tipos de pessoa que pega uma mínima porcentagem de algo bacana que a pessoa tenha e transforma isso numa incrível qualidade. Óbvio que nem sempre ela foi assim, no passado ela teve opiniões fortes e um temperamento extremamente explosivo como boa Leonina que é. No fundo o tempo meio que amansa as pessoas, creio que isso que tenha acontecido com a dona Graça. Na verdade,  é muito difícil pensar na gentileza antes da pancada explosiva, antes da opinião extremamente cruel e sincera, no geral é complicado demais ser otimista com as pessoas.

Num passado não muito distante, até bem próximo, fiz muito isso, massacrei com opiniões fortes e sinceras muitas pessoas, magoei, fui profundo demais sem necessidade. Muitas das pessoas, dais quais julguei de uma maneira inicial de forma ruim, tive a oportunidade de prestar mais atenção nelas e rever meus conceitos, assim como Pat Peoples, consegui ver o lado bom delas e assim seguir a vida, diminuindo o instinto raivoso do ser humano, trazendo muitas delas pra perto, as tornando amigas de verdade.

No entanto ver o lado bom exige uma pureza de coração muito intimista, uma pureza que perdemos quando deixamos de acreditar nos sentimentos, nas pessoas, quando deixamos de acreditar nas fantasias que o mundo nos impõem(Papai Noel, Coelho da Pascoa e Contos de Fadas),  e nos tiram numa fração de segundos. Acreditar então é a premissa principal para se conseguir ver e viver o lado bom da vida. Isso pois as vezes duvidamos demais dos outros, e de nós mesmos.

Não dá pra ficar cobrando das pessoas que elas sejam o que queremos que sejam, necessitamos é de encontrar a felicidade, naquelas que realmente nos façam feliz, independente de como essa felicidade se dê.

No livro Pat diz que não quer mais assistir filmes, pois o único filme que quer assistir agora é o filme da sua vida, filme esse que quem esta escrevendo o roteiro é Deus, mas que ele tem por obrigação, estar preparado para todas as cenas do filme. Assim ele busca se tornar um homem melhor para que sua esposa o aceite de volta, e no fim das contas tudo que ele faz, acaba o tornando um homem melhor em todos os sentidos. De todo modo, nosso personagem aparece com um distúrbio mental, e quem dera que todos tivessem distúrbios mentais para acreditar numa história feliz, pra acreditar que existe o amor da sua vida, amigos de fé, o trabalho dos sonhos e uma família de fato “perfeita”.

Há anos atrás uma amiga minha que óbvio não citarei aqui, embora não fale com a mesma há anos. Bom, ela acreditava em romances, acreditava que todo o cara que ela ficava, poderia vir a ser o amor da sua vida, por esse motivo ela se arriscava emocionalmente com todos que ficava, e assim na maioria das vezes se decepcionava e vinha desabafar comigo. E eu dizia pra ela pegar mais leve, e ir com calma, pois ela mergulhava muito de cabeça nas relações. E ela me disse algo que me fez entender  o que ela passava.

“ Ale, o meu sonho é conhecer o homem da minha vida, o cara que vai me amar, que eu o amarei, que vai cuidar de mim e eu dele, o cara que vai dormir comigo todos os dias me fazendo cafuné, o cara que quando eu acordar, vai sorrir pra mim e dizer que eu sou linda até acordando, o cara que quando eu estiver desanimada, ele vai me animar, e que quando ele estiver desanimado, eu vou apoiá-lo sem perguntar o porque de tudo, apenas por eu saber que estou lá com ele, e que assim vai se sentir seguro por eu estar lá. O cara que vai ser o pai dos meus filhos, e que terá o maior prazer de dividir a cama para brincar com os pequenos, e que quando formos um dia avós sentados em uma cadeira de balanço vendo os netos brincarem, ele vai me dar um beijo e dizer que ainda me ama”

Ali, eu percebi o brilho nos olhos da menina quando dizia essas palavras, pois ela acreditava que isso era possível, assim por mais louco que podia parecer os riscos que ela corria, de sucessivas decepções, naquele momento tive a certeza, que ela um dia encontraria seu objetivo de felicidade, e que nunca se desviaria do foco, por ”lancinhos” sem importância para satisfação do prazer, como ela mesma disse.

Daí, refleti sobre algumas coisas, a verdade é que falta um pouco de utopia na nossa realidade, falta um pouco de sonho dentro da realidade,  falta muita crença, falta espirito de luta e acima de tudo falta fazer do sonho um sonho, e acreditar mais nele do que numa realidade politicamente correta e possível, pois as vezes o impossível só se torna realidade vendo o lado bom da vida.

Portanto, se refletirmos bem, as pessoas de maior sucesso na vida são aquelas que lutaram pelos seus sonhos, sem se abalarem pelos obstáculos, sem acreditarem que aquilo não era possível. Pessoas felizes são aquelas que buscam incessantemente o que querem com muita raça, sabendo que no fim daquela estrada a conquista terá valido apena, e acreditar que não é possível, é o sinal que você ainda não está preparado para conseguir o que quer.

“Eu acredito, tenho fé, e tenho muita raça, e não há quem me faça desistir”

Pense nisso, e veja o lado bom da vida, o seu qual é?

Até as próximas Sambadinhas do Ale!!!!

Abraços e Beijos

Alexandre Oliveira

domingo, 15 de setembro de 2013

Uma História de Amor(Texto 100)

" O centésimo a gente não esquece"
 
Muito pesquisei e muito pensei, e hoje saiu as Sambadinhas de N°100, mas antes, algumas pequenas considerações:

Outro dia numa conversa sobre filhos, amores e possibilidades, percebi algumas coisas que talvez não tinha percebido antes, por muitas vezes nos últimos anos me vi como um desacreditado no romantismo mas que usava isso, como objeto de fazer um jogo completo e digamos assim gostosinho. Por vezes me olhei e me perguntei onde estava o cara que escrevia poemas aos 16 anos.

Acho que na verdade ele sempre esteve ali, no mesmo lugar, guardado em algum canto, amordaçado e amarrado dentro de um container, louco, ansioso para ser libertado, e para tal seria necessário uma heroína, não como uma droga de mesmo nome, tão pouco uma personagem de filmes ou desenhos. Necessário seria aparecer aquela garota que mexe com seu corpo, causando um misto de sensações quentes em todos os sentidos, que provoca uma química incandecente até perdemos a noção da hora.

O que sempre soube, é que isso advém de muito conhecimento e análise de si mesmo e que eu não era capaz de me apaixonar de primeiras ou de segundas vezes, essa capacidade eu perdi junto com o fim da adolescência. Mas na verdade o que não perdi foi a capacidade de me encantar com o brilho de algumas pessoas, causados por beleza, charme, inteligência, carisma ou talvez pelo simples brilho do sorriso com o olhar.

No fundo, quando conheço e fico com alguém, já sei exatamente o que posso vir a sentir no futuro, e  isso já me causa uma preparação psicológica para não sofrer caso o término aconteça, e isso faz com que, caso o pé na bunda aconteça, eu me recupere rápido e parta pra outra. Muitos chamaram de insensibilidade, outros acharam que isso é fruto de uma mente traumatizada, mas o fato é que essa é uma linha de raciocínio lógica e defensiva, mas que corre riscos, mesmo sabendo o quão sofridas pode vir a ser o resultados disso. Cada um pensa de um jeito, mas quando há reciprocidade de sentimento, tudo é possível. Então a partir de hoje acreditaremos novamente na verdade de um romance verdadeiro, e de possibilidades infinitas.

Numa linha traumática surge o primeiro texto desse blog, e muitos outros vieram em seguida, exatamente 99 textos, mas em nenhum deles partimos de um tema base, uma história, um romance de sucesso na vida, é por esse motivo que no texto de número 100, escrevo hoje uma história que inspira e nos faz suspirar, e caso você que lê isso agora, esteja sem paciência pra ler, pare por aqui, visto que essa história que escolhi para o centésimo texto, é longa e exigiram do meu computador  5 páginas de Word, mas que se fosse resolver ler, tenho certeza que essa história emocionará você, e para se sensibilizar e percorrer todas as palavras escritas nela de maneira resumida, demorará no máximo 10 minutos. Coloque uma música romântica nos ouvidos, e caia dentro desse lindo romance que contarei abaixo:
 
 
Uma História de Amor
O ano não me disseram, mas foi um ano em que uma banda de Rock bem humorada bombava, numa época que a internet nem sonhava em ser como é hoje, os disquetes ainda eram muito usados e os namoros a distância aconteciam através de carta, e revistas que ajudavam nessa ponte. Mathew tinha apenas 11 anos, tinha um jeito sem jeito, era magrelo, tinha longas madeixas encaracoladas conservadas pela sua mãe e foi a sua primeira bienal do livro, lá ele como romântico assumido que era, compra um livro de poemas, livro este que era o único que o mesmo podia comprar, já que tinha apenas R$2,00. Seu pensamento era simples, ali ele poderia aprender a métrica dos poemas e após primeiro copiar os sonetos para sua “amada” da época chamada Nathalie, ele poderia escrever seus próprios poemas, com essa idéia na cabeça, Mathew copia seu primeiro poema que dizia:
“Não vês quantas rosas belas, o sereno umideceu, pois olha flor da minha alma, mas vezes mais vezes te adoro eu” e “Minha é um astro apagado que tão triste que não havia mergulhado na noite do seu cabelo”
Empolgado e cheio de gás, ele vai até a sua amada na hora do lanche, e quando a encontra abre um sorriso cativante de menino maluquinho, e naquela a hora sem muito entender, mas com um ar esnobe do tamanho do mundo Natalie, ignora a declaração de amor e rasga a folha do poema na frente de Mathew. O menino traumatizado não entende direito o que fora feito do amor, e não entendera bem porque não tinha uma reciprocidade. E naquele mesmo ano, o menino assistiu por muitas vezes seu pai indo a bares e se relacionando com garotas que não eram sua mãe. Num determinado dia o pai o deixa em casa e volta ´para sair com uma mulher, sua mãe vai até o menino e encurrala ele na entrada do banheiro, e começa a perguntar ao menino o que havia acontecido com seu pai, Mathew então chora copiosamente após a pressão imposta pela mãe, e não responde aonde estava seu pai, a mãe revoltada também chora muito e deixa o menino sozinho tomar seu banho. Ao final daquela dramática cena, o menino promete que o dia que namorar e encontrar o amor da sua vida, não fará outra coisa se não cuidar dela o máximo que puder, a amando e acima de tudo não a deixando sentir o que sua mãe sentira naquela noite.
Passados 5 anos, Mathew insistia em seus romantismos batidos e exagero no uso de palavras e com falta de atitude. Sua personalidade tímida não deixava que o mesmo pudesse buscar seu sentimentos, demonstrando as mulheres não só seus poemas, mas seus beijos, pegada e jeito de ser divertido.
Passado uns meses uma grande história de amor acontece debaixo de seus olhos e renova sua empolgação, quando seu melhor amigo Diego, no alto de sua timidez conhece Isabela, e sem saber o que dizer escreve uma carta declarando todo seu amor à primeira vista, a menina fica totalmente assustada e renega a carta, mas Mathew cria um plano para ajudar seu amigo, e ao ir embora chama o amigo para ir junto, já que a menina vai para o mesmo lado que o seu, e sabendo da timidez dele, Mathew caminha ao lado dos dois, e puxa um assunto onde todos podem falar um pouco, e quando o papo pega fogo, ele vai recuando seus passos e vira uma esquina, permitindo que seu amigo crie coragem  e chame Isabela para sair. Com isso Diego e Isabela saem para o cinema, dão seu primeiro beijo, namoram por 7 anos e se casam, naturalmente, Maty é escolhido como um dos padrinhos .
Depois desse momento cupido, nosso protagonista se anima, e após anos ele encontra a primeira garota que o mesmo reconhece como tendo um sorriso que brilha junto com o olho, e dá seu primeiro beijo, um beijo que o fez pensar pela primeira vez na vida que tinha encontrado  alguém para sempre, e um te amo desajeitado sai de sua boca, e a menina logo fica assustada e não sabe o que fazer e passa a “cagar” pra ele. Maty então passa a insistir por 2 meses naquele romance sem sentido. Mas em sua cabeça mesmo descobrindo que era o amante, já que a menina aparece com o cara no dia da festa de seu grupo de teatro, o mesmo continuava acreditando no amor, mais ainda, apesar do sofrimento, ele passa a entender que vale muito apena ter romances em vez de ficadas sem contexto.
Após 3 anos, o nosso Galã desajeitado conhece uma menina e se encanta pela sua personalidade, mas havia um problema, a garota era sua aluna em um curso de qualificação profissional, no entanto mesmo assim ele arrisca nesse romance e quebra a cara mais uma vez, ao descobrir que depois de 5 meses, crendo que vivia um romance, na realidade tudo era ilusão, já que a garota ficara naquele tempo todo com 5 garotos de sua turma. Ali Maty percebera que algo deveria mudar em sua vida, ali ele percebia que um verdadeiro amor não tinha passado em sua vida ainda, visto que para ser amor de verdade tinha que de ter a reciprocidade.
Após viagens ao sul do país, nosso protagonista encontra a reciprocidade por uma bela loira gaúcha que pelo seu jeito simples e levada de vida tranquila, mas com muitos sonhos, traz de volta Maty para a vida, e ele passa a conhecer o que até então era seu sonho, uma garota que daria a ele o mesmo valor que ele dava a quem gostava, um valor que vinha acompanhado de muito amor e carinho. Mas infelizmente depois de muitas viagens a Porto Alegre e muitas brigas em função da distância que aquele romance gerava, ela então termina o namoro com ele, gerando muita dor e choro. E após anos de lei do desapego uma semana muda sua vida para sempre.
Yara era uma imigrante inglesa que despertava olhares de todos os homens com seu jeito original de ser, era sempre animada e sempre tinha o que dizer e para quem dizer, sinceridade era seu forte e muitas vezes, pecava pelo excesso. Ela era animada, sempre saia pra onde desse “ na telha”. Para onde fosse sua animação e empolgação eram as mesmas, sempre pra cima e tentando unir as pessoas. Mathew já  a conhecia fazia pelo menos 2 anos, era até engraçado pra ele, pois a tinha conhecido em um sertanejo, onde a menina fazia aniversário, e onde ela  procurava por seu melhor amigo, amigo este que a mesma tinha um caso mal resolvido, então ela no meio da noite pede ajuda exatamente de Maty, que já sabia da história, e que para não comprometer o amigo, optou por só ouvir a história, sem dar muitas opiniões. Passado o tempo, a gata saíra várias vezes com eles, presenciando as diversas situações que passavam Maty e seu melhor amigo David, o mesmo que ela procurava quando conheceu nosso protagonista. Numa delas David encontra uma mulher que viria a ser sua namorada chamada Monalisa, uma mulher chapa quente e de muita personalidade que não levava desaforo pra casa, e que logo encantou David, e após diversas confusões acabaram se rendendo aquele romance tórrido e namoraram. Bem, só que nesse meio tempo Yara, não percebera o quanto gostava de David e só passa a perceber que ele não dava bola nenhuma pra ela, quando os dois por motivos bobos e toscos passam a não se falar mais. Estranho parecia a Mathew, já que achava que os dois tinham uma química incrível como amigos e que apesar dos exageros de personalidade de ambos, poderiam produzir muitas coisas juntos no futuro. Futuro este que chegou e após frustradas tentativas de reatar a relação com David, Yara meio que sem querer encontra o amor da sua vida, mas isso ainda é uma outra história.
Uma outra história, pois David e Yara são fundamentais para que nossa história de fato se torne um romance daqueles que inspiram multidões. Quando David conhecera as futura namorada, Monalisa, Mathew andara na rua e encontra com Yara, ela naquele momento estava acompanhada de uma amiga, Júlia. Maty já tinha reparado na moça outras vezes e a considerava uma das mulheres mais lindas que já avistara na vida, ela em sua cabeça era uma daquelas pessoas de quem é muito fácil se apaixonar, e por esse motivo, e por medo, ele não dá muita atenção ao ser apresentado a menina, e acaba sendo visto pela moça como um cara bonito mas anti-social.
A amiga de Yara era uma menina, uma mulher, uma pessoa que tinham olhos que brilhavam junto com o sorriso, um corpo bem torneado e um sorriso que dava paz a qualquer ser humano, exalava simpatia o nome dela:  Júlia, ela talvez não soubesse disso e nem tinha a exata noção de quão linda era. Ela que sofrera em diversos relacionamentos, namorava um daqueles ogros que não se acredita existir, provavelmente o mesmo tinha suas qualidades, mas não a principal, para  uma mulher como Júlia, que é o poder e o querer cuidar de uma mulher como ela. Uma mulher que devia ser cuidada com muito carinho e a quem se deveria dar prazer como se não existisse mais o que fazer nesse mundo. A moça estava terminando a faculdade de direito, e depois de formada decidirá que o seu verdadeiro sonho era ser médica, e teve a ousadia de se arriscar em algo que por mais que parecesse um recomeço e desse muito medo, para ela, era o grande desafio de sua vida.
Na época que decidira o que queria, acontecem várias coisas que deixam a princesa com muito medo e receio, mas que davam força para que ela continuasse, a mesma termina o namoro sem futuro e resolve ir a um sertanejo com Yara e Mathew. Certamente, essa noite mudara toda a história de nosso protagonista. Naquela noite, Yara leva além de Júlia, uma amiga chamada Kate. No meio da noite, Mathew se vê encantado com Júlia, só que um problema havia, a mesma achava que Maty ficaria com Kate, visto que a moiçola não parava de se jogar em cima dele. Para qualquer um que olhava aquela situação cravaria que Maty por ser homem se arriscaria no “mais fácil”, mas ele era um homem de foco, e quando encantado por uma garota não conseguia olhar para outra e óbvio não daria uma chance a outra garota que não fosse a que, o encantou, nesse caso: Júlia.
Assim sendo, depois de muito conversar com  Júlia e a mesma incentivar ele a ficar com Kate, Maty, consegue dançar com Júlia, e depois de muito clima, quando parecia que o beijo era certo e o cenário, música, elenco e clima estavam prontos para tal, eis que ela começa a passar mal, e vai até o banheiro vomitar, e retorna vomitando muito no meio da Boate, Maty então não se exime de responsabilidade, e resolve cuidar da moça, dá tchau as outras meninas, e leva a menina para o carro, onde depois de muito passar mal ela consegue dormir.
No fim de noite, Mathew leva todas para casa de Júlia e ela o chama para dormir com ela. Ele sem entender nada, cumpri a ordem, mas a noite era realmente para o sono e apesar de muito querer a moça, ele acaba saindo pela manhã sem o beijo tão esperado, e uma sensação de ficou faltando algo.
Naquele momento, ela sofria pela perda do namorado, sofria por passar mal pelo porre que havia tomado, mas sabia que tinha uma atração pelo bonito e fofo  Mathew. Após ouvir muitos elogios das .amigas em relação ao moço, ela resolve sair com ele na semana seguinte. Ele confuso, não sabia muito o que fazer, e ela menos ainda, assim não sabia se teria seu tão esperado primeiro beijo, e a dúvida na cabeça de ambos os intrigavam, afinal, será que o beijo iria encaixar? Será que rolaria química? Essa dúvida permeava na cabeça dos dois, e na dúvida depois de se preocupar muito com o hálito, a moça finalmente dá uma chance a ele, e os dois finalmente se beijam no meio de um show de música brasileira no litoral do Rio de Janeiro. Após o beijo a tranquilidade invade o coração de ambos, pois o encaixe aconteceu e não havia mais o que se fazer e a frase de ordem era deixar rolar pra ver o que dava, e o que deu foi muito mais do que esperavam.
No carro conversaram sobre suas vidas, seus relacionamentos, seus traumas e sofrimentos, num papo que tanto durou que poderia ser prolongado por horas, já que ambos possuem uma capacidade de prolongar o assunto, capacidade essa, de quando o assunto parece ter acabado, emendam um pensamento que passa a fazer sentido e trazer mais resenha. Ao chega  em sua  casa, Júlia resolve por os “pingos nos Is”, e joga um balde de água fria necessário em Mathew, ela diz que eles começaram errado e acabaram dormindo juntos antes de sequer darem seu primeiro beijo, e que tudo aconteceria de maneira gradativa, aos poucos, sem pressa. Ao ouvir isso Maty cai na real, e mesmo com a água fria ele se sente tranquilo pois, o que ela dizia era verdade, e que eles teriam de recomeçar do zero.
Dias depois marcam de sair, mas não conseguem se curtir ao máximo, pois Yara no máximo de seu porre os levam para um pagode, e acaba sendo a atração da noite, mas para Maty isso nada importava pois o que ele queria mesmo era ficar com Júlia, e assim ele estava, e no fim das contas Yara era divertida e Maty tinha um carinho pela moça, um sentimento de amizade natural que surgiu com o tempo.
Nos dias que se seguiram, Jú e Maty não se viram, mas a saudade apertou e Júlia dá o primeiro passo e envia uma mensagem para ele despertando a saudade que ambos sentiam, ele fica todo bobo, e se sente tão bem que suas expectativas e preocupações são zeradas.
Infelizmente em virtude das viagens de ambos ficam tempos sem se ver, mas aquele carinho e atração, vai crescendo de maneira assustadora, e em um show de uma dupla de sucesso da época, os dois se curtem durante todo o show, se admiram, se olham, se beijam e se atracam de modo diferente, provavelmente ali surgira o verdadeiro sentimento, aquele sentimento que os fez não se separar pelo resto da vida, pois ele completava ela e vice e versa, e no fim daquela noite, o sexo era consequência, pois o prazer de ambos já estava satisfeito em tudo que rolara até ali, e que foi consagrado com o mais belo dos atos de homens e mulheres, com uma lua incandecente e grande no céu, e com uma quase transição para uma manhã de regozijamento, o amor deles se concretiza e é abençoada por Deus para todo o sempre.
Eles namoram durante anos,  Mathew compra um apartamento para os dois, Júlia termina a faculdade, e eles se casam ao som de Thousand Years. Depois de 1 ano casados, eles tem seu primeiro filho, um menino que não me disseram o nome, após 3 anos nasce o segundo, uma menina que guarda em seu olhar a mesma beleza sólida, brilhante e única que Júlia teve e tem em todos os seus anos de vida.
Hoje passam férias, depois de anos trabalhando como médica e feliz como sempre foi ao lado de Mathew, ela agradece a ele por todos os anos que passaram juntos, e ele diz que seus sonhos nunca teriam sido possíveis se ela não estivesse com ele. E a felicidade dos dois continua perdurando até hoje, e inspirando casais no mundo inteiro, a viver seus amores a cada dia como se fossem os últimos de suas vidas, e beijando um a outro com o mesmo prazer que tiveram na primeira vez.
“A coisa mais importante que aprenderam é amar e ser amado em retribuição”
Ps: No inicío ela disse a ele que Maty se cansaria dela, e como vimos, ele nunca se cansou dela e a amou e cuidou dela como a Princesa dos sonhos que tinha, Princesa essa que ela era na mais pura realidade. Princesa que é e como Princesa que continuará sendo pela eternidade dos dois.
E o nobre blogueiro se despede aqui do centésimo texto das Sambadinhas do Ale, desejando à todos, muita inspiração para encontrar o verdadeiro amor, e deixo aqui meus agradecimentos a Diego e Isabela, Mathew e Júlia, que me inspiraram para essa bela história, mas pura que a verdade mais verdadeira.
 
 
Beijos e Abraços
Alexandre Oliveira
 
 
 
 
 
 
 

 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A Urinada Que Dá Medo


O Mictório

Meus críticos costumam falar sobre este blog com grande desdenho, entendendo que relacionamentos são fruto de uma mente sem criatividade para outros assuntos de mais importância. No entanto algumas criticas, são bem construtivas, uma delas veio da minha Tia Jack, outro dia ao comentar sobre o blog, ela assim como meu irmão mais velho, reclamaram que um cara tão bem humorado e piadista quanto eu, falando de relacionamentos de forma tão densa e pragmática, esquecendo  assim sua veia cômica e sem pudor na fala era sim, um desperdício de criatividade. Na verdade, quando descobri que curtia escrever e que escrevia umas coisas bem bonitinhas, descobri também que não tinha talento algum para escrever algo de fato engraçado.

Entretanto, na tentativa de escrever algo mais leve e agradar parte da minha família, o texto de número 99 de hoje vem para tentar corrigir um pouco da história sempre “séria” deste blog, hoje tentarei desconstruir a poesia dos relacionamentos e escrever algo que tenha originalidade e que seja engraçado, e  para ver se consigo, hoje vou beirar a escrotidão, hoje conhecerão uma parte de mim que muitos conhecem, mas só que pessoalmente. Será que consigo? Então vamos lá.

Umas das situações que me deixa mais encabulado no mundo é urinar num mictório público com pessoas do lado, seja um shopping, num bar ou boate. Na real, não suporto a sensação de ninguém olhando pra mim na hora de mijar, eu sofro de uma “doença” que defino, como “síndrome do piru tímido”. É uma situação constrangedora, outro dia vedo um vídeo de humor na internet o cara urinava ao lado do outro e perguntava pra ele se o pênis dele era pequeno, e dizia que o sonho dele mais do que qualquer outra coisa era ter um “pau grande”, pelo menos mais 10cm dizia ele.

Numa boa, nunca parei pra reparar no órgão sexual dos “colegas” ao lado, primeiro porque tenho uma séria aversão ao pau alheio, e outra que imagina a situação de inveja que terei se olhar para o lado e ter um cara tipo, KID BENGALA do meu lado. Vou ficar numa decepção do tamanho do mundo, porque logo você imagina, que a mulher não vai querer um cara com um pinto tão pequeno como o seu, visto que comparado a um cara de pau grande a gente se sente, como se fosse um anão da branca de neve implorando para ser olhado por alguém.

Um outro ponto de vista e até um pouco mais complexo é a sensação de algum cara olhando pro seu ditocujo e o desejando, sensação estranha. Assim, tenho amigos Gays, e tenho um carinho e respeito recíproco por eles, mas no banheiro pra mim, todo mundo é inimigo mortal, entro lá e não quero que ninguém me olhe, se ficar olhando muito me sinto tímido de verdade, o coitado encolhe tanto que por mais aperto que este esteja sofrendo pra urinar quase some, parece viver naquela curto momento de inverno do polo norte com temperatura abaixo de zero, sabe aquele inverno onde por mais agasalhado que esteja, todos os pelinhos do corpo ficam arrepiados, sobe um calafrio e o corpo tem vontade de se embolar como um caracol?! Então essa é a sensação, a vontade de teletransporte para um calor é imenso e acima de tudo um teletransporte para um lugar onde tenha só o mictório e você.

Mas o pior mesmo é quando alguém cisma de puxar papo nesse momento de transe onde o alívio parece tão perto e a solidão necessária, ai é que o mundo acaba de vez, isso explica porque os homens não vão ao banheiro com os amigos bater papo. Isto porque este é um momento de paz e onde nós precisamos estar solos para nos concentrar, já as mulheres não, levam as amigas fazem aquele carnaval dentro do banheiro desenhando em palavras malvadas os vestidos das outras na festa ou na rua, e nem necessitam de privacidade, afinal elas conseguem abstrair isso. Pra mim isso prova, o quanto as coisas são difíceis para os homens, enquanto as mulheres tem a capacidade de se concentrar em várias coisas ao mesmo tempo, inclusive mijar e falar no telefone, nós homens temos de nos concentrar no arremate da urinada para o buraco do vaso ou mictório certo, temos de mirar e acertar, as mulheres só sentam e despejam com tranquilidade o liquido do alívio

Depois disso tudo há duas dicas para uma mijada masculina de qualidade: a primeira é que devemos fechar os olhos e nos concentrar no alívio e acima de tudo, imaginar que não tem ninguém nos vendo naquele momento íntimo , e assim esvaziar o que é de direito. A outra dica, é o cara estar bêbado, pois neste estado alcóolico, o cara balança para esquerda e direita e o balanço do corpo vai junto com o ditocujo, mas o esvaziamento em um liquido limpo, branco,  e transparente é certo, no entanto molhar seu tênis, parede, enfim o banheiro todo é certo.

Ps: Como todos sabem eu não bebo, mas num determinado dia resolvi beber na casa de uma amiga, além de mandar essa amiga ir tomar naquele lugar, voltei com meu primo cambaleando num caminho de 2KM mijando todas as paredes possíveis, quando chegamos na casa do meu tio para dormir, obviamente apaguei, e fui acordado pelo meu outro primo, pois existia uma poça de urina entre o móvel do computador e da televisão, e o mesmo disse que eu é que estava ali sem pudor nenhum mijando no local. No susto acordei e fui secar a urina no chão, chorando e resmungando dizendo que não era eu, e sinceramente, não lembro de ter urinado naquele local, mas a história fica para a história, mas ainda sim garanto que não fui eu.

Será que consegui escrever um texto como minha tia pediu? Me respondam por favor!

Este foi o texto de N°99 e no próximo uma história especial para o N°100. E acima de tudo, mandem suas perguntas, pois teremos 2 vídeos comemorativos antes do texto comemorativo, onde em um deles contarei tudo que vocês gostariam de saber sobre os textos e Alexandre Oliveira nunca disse.

Abraços e Beijos

Alexandre Oliveira

 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A Gente Nem Ficou


“Sei que pra nós dois um romance é,... coisa complicada demais”

                                                                            Jorge e Matheus

O texto de hoje é em homenagem a todos que tiveram um romance platônico e para aqueles que tiveram a oportunidade de viver esse romance, mas que  só rolou uma vez e não se repetiu, hoje contarei histórias como sempre, usaremos exemplos e concluiremos as loucuras de sempre no texto de 98 das Sambadinhas do Ale, apenas mais dois e chegaremos neste histórico número 100.

O amor platônico na sua essência já é meio melancólico, segundo o Wikipédia significa: na acepção vulgar, a ligação amorosa entre duas pessoas sem aproximação sexual. Mas na verdade é o amor dentro do ideal platônico, que se torna um paradoxo visto que sua teoria não se fundamenta num interesse (mesmo o sexual), mas na virtude. Diz-se que é quem não tem interesses materiais ou prazeres mundanos.

No popular, é quando alguém tem interesse em outra pessoa(querendo no minímo beijar sua boca), sem que a outra pessoa saiba, e que mais, a mesma não tenha sequer contribuido na criação desse sentimento de maneira direta, geralmente a pessoa que recebe o “interesse” sequer imagina. Entre amigos, acontece muito isso.

Mas hoje não vamos lembrar dessas histórias de maneira triste, vamos lembrá-las com um sabor de romance não vivido que causa um sorriso de canto de boca e um leve suspiro de saudade do que não aconteceu. Afinal quem não nunca teve um tipo de romance não vivido por algum motivo?!

De cara, me lembro de um amigo que tive lá pelos meus 11 anos, ele era louco pela sua prima, uma magrela, que todos chamavam de saracura, para a maioria, nela não havia uma beleza estridente, mas para ele havia algo que não podia ser descrito em palavras, e parecia que apenas um beijo selaria, a paz necessária, para um momento de felicidade real que aconteceria pela valorização de um romance que existia apenas em sua cabeça. Mas infelizmente ele não era um garoto talentoso na arte do falar e da conquista, e nunca disse de maneira direta que queria ficar com ela, no único dia que teve a oportunidade de aproximar sua boca da dela e beijá-la, num momento de clima intenso nunca antes aparecido, ele foi interrompido pelo seu irmão que cortou todo clima, na época esse meu amigo disse apenas uma frase: “a gente nem ficou”.

Em outra históra, o mesmo garoto já no alto dos seus 30 anos, no auge de seu carnaval mais louco, bebia, fazia amizades e causava tanto que se tornou popular com um carisma não antes percebido por ele e que gerou grande repercussão, ficou com garotas, mas protegeu sua imagem para que a maioria não soubesse, mas uma, ele se tornou amigo, a ajudou em todos os momentos possíveis, na sua cabeça, não havia a possibilidade de um um romance ali brotar, de um beijo ali acontecer mesmo que fosse apenas um, e que ele nunca mais se repetisse. Bem, ele até pensou, me disse na época, mas achou melhor não se arriscar, já que a experiência lhe fez perceber que não dava pra “cantar” quem não queria ser cantada, visto que a mesma não lhe dara nenhum sinal. Num determinado dia, ele a encontrou sem grandes expectativas, e a amiga da ditacuja, acende um sinal na cabeça do garoto de 30 anos, e ele resolve tocar no assunto e canta a “amiga”, Ele leva um toco, e me diz apenas uma frase: “a gente nem ficou, e mesmo assim eu não tiro ela da cabeça”.

E pra finalizar uma das histórias mais televisivas dos meus queridos amigos ousados. Numa noite de sertanejo alegre, em uma boate vazia, um amigo de longe mira uma loira alta, que chamava antenção pelo seu olhar marcante e um sorriso estonteante, além é claro de ser tão linda de deixar os poucos homens da boate boquiabertos. O fato é que num arrobo de coragem a jovem loira vem conversar com meu amigo dizendo que sua amiga me queria, e lógico que topei a missão, mas meu amigo, encantado com a loira, conversa com ela exercendo todo o seu talento apreendido provavelmente em prosas e versos de botequins, e consegue ficar com a linda loira. Entretanto diversão de pobre é por pouco tempo, e na hora que se despediam ou decidiam se elas iriam conosco para casa, eis que aparece o galã sexy anão, Caio Castro, e faz um sinal para uma terceira amiga do grupo que tinha sido abandonada por um bebado qualquer, e oferece carona para ela, e leva de brinde, a minha, a loira e a pequena pônei loira amiga das duas. Neste último momento de luta de olhares contra o galã global, meu amigo ouve apenas uma frase da gata loira: ‘tenho que ir, mas você entende né?!”. De fato não tínhamos como competir!!

Assim o pouco que durou, o fez duvidar que um dia a esquecerá, e nas outras histórias, eles poderíam ter deixado rolar, e aproveitado os momentos que tiveram a oportunidade, já que aquela sensação de água na boca ficou, e eles não tiraram elas da cabeça, pois simplesmente não tiveram a oportunidade de se decepcionar ou carimbar um momento ou uma vida para a eternidade dos contos de fadas e romances, eles não ficaram, e olha o que causou a eles, a sensação do não acontecido que é a pior possível.

Por tanto, deixar o fogo que apagou brilhar de novo é a saída pois quando forem se ver, um esperará o o outro e um dominará o outro, mesmo que seja por uma noite, um dia, ou 1 semana. E assim não tiramos aquela pessoa da cabeça devido ao romance não vivido. Será que não é melhor nunca mais esquecer dela pelo beijo inesquecível que foi dado, como na terceira história?! Não tenho dúvidas que é melhor arriscar, pois essa história de “a gente não ficou”, não é saudável nem pra ele, nem pra ela, por mais que pareça a maneira menos problemática de lidar com as coisas, é nessas horas que vejo que o medo paralisa as pessoas, e o medo de perder como já dissemos uma vez, sem dúvidas tira a possibilidade de ganhar.

Quer entender melhor essa sensação?? Então ouça Jorge Matheus e essa música que diz tudo sobre o tema de hoje:

http://www.youtube.com/watch?v=LQXaaXJfmGk

 

Até o texto 99, Abraços e Beijos

Alexandre Oliveira

terça-feira, 16 de julho de 2013

Mocinhos e Bandidos


 
Por incrível que pareça nobres leitores, estou sem computador, por isso a escassez de textos nos últimos tempos. Mas o que me intrigou nas últimas semanas não foi essa escassez. Na verdade o que não sai da minha cabeça é o eterno julgamento que fazemos das pessoas, pois às vezes nos colocamos acima do bem e o mal e taxamos pessoas, com apelidos e muitas vezes marcamos pessoas pelo resto da vida sem analisar os contextos.

Outro dia em uma daquelas resenhas tradicionais com amigos e amigas, ouvi a frase, mas é que seus dois amigos não valem nada. Daí como sempre refleti sobre a frase e pensei: “como podemos dizer que eles são uma coisa ou outra sem analisar o contexto da vida deles e ao mesmo tempo o como eles agem pessoa a pessoa.”

Um desses dois tem uma história peculiar e bem interessante para o tema de hoje.

Este amigo, no passado conheceu mulheres, transava com elas e nem ligava no dia seguinte, ele por muitas vezes não dava a mínima, só queria se divertir e aproveitar o máximo que podia daquela relação fulgás, algumas compartilhavam do sentimento de “nem ai”, e a vida seguiam, outras se traumatizavam e o chamavam de canalha, de sem coração, para estas últimas, ele era o “bandido” da história.

Pois bem este mesmo amigo tempos depois, namorou por 4 anos uma mulher, e a ela deu todo seu carinho e atenção, a ela deu seu corpo, alma e coração. Ele a incluiu em tudo o que planejou. Por ela fez planos, evoluiu, buscou crescer e se desenvolver para dar a ela uma vida de princesa, no entanto após todos os anos de namoro, ouviu da mesma que ela tinha de se desprender dele para curtir sua vida e conhecer outros caras, e ter a oportunidade de viver outros amores. Na real ele entendeu que a passarinha tinha de sair da gaiola, ela tinha de voar.

E assim ele seguiu seu caminho e descobriu o mundo de possibilidades, que até então não se recordava como era, naquele momento ele tinha evoluído e se antes curtia com certa inconsequência, sem o poderio necessário para conhecer outras culturas e mulheres mais evoluídas e bonitas, agora o mesmo passou o poder em suas mãos, passou sobretudo a poder escolher. Já aquela namorada se arrependeu, e tentou reconquistá-lo e não conseguiu, até porque, meu amigo já não confiava mais, não acreditava, e mais ainda não sentia mais o mesmo por ela, além de é claro uma atração forte.

 Assim ele seguiu curtindo a vida “adoidado”, com mulheres de todos os tipos.

Até que um dia, com todo seu poderio de homem evoluído, ele no auge de toda a curtição, é apresentado a seu novo calcanhar de aquiles, e por ela desenvolve uma fofura perdida no tempo, por ela começa a desenvolver um afeto e uma atração desmedida que se curva a consciência da realidade mais extrema e deixa de poder ser explicada, pelo mais simples poeta modernista do século XX e passa a ser um FOFO MASTER. A ela, ele dá a oportunidade de viver de novo um romance que o mesmo não acreditava ser vivido, mas como todo romance vive de reciprocidade, ele se ressente da falta de carinho e cuidado nas palavras, ele sente falta de palavras de afeição dela, e se cansa de suas grosserias intermináveis, a ponto de questionar a mudança do seu ser, e do seu eu, sobretudo Apaixonado. Um apaixonado perdido num deserto sem água, para que pudesse viver a paixão adquirida, pois o que faltou pra tudo ser completo foi ela querer, e ter a atitude de quem de fato quer e faz por onde.

Infelizmente as pessoas não aproveitam suas oportunidades, e quando ele mais precisou desabafar seus problemas e receber o carinho necessário, o mesmo não foi correspondido não como esperava ser, mas no mínimo com a atenção dedicada por ele quando a mesma mais precisou, e como uma planta que dever ser regada todos os dias, a planta faleceu, e não resistiu a FALTA de tudo que era necessário para que ela sobrevivesse em pé. E o fim agora parece sacramentado. Tudo pela falta dela de se dispor a ele, e retribuir o que lhe foi dado de coração e sem cobranças. Mas a vida é assim mesmo, quem nada dá, cobra, e quem muito dá, apenas apoia.

Nessa história podemos perceber que um mesmo Homem, foi vilão para algumas mulheres, mas que especificamente com duas, ele acabou por ser um mocinho da história. Assim o fato é, que em relacionamentos não existe mocinho ou bandido, existe amar ou não, querer ou não, se dedicar ou não, ter afinidades ou não, dar certo ou não, e que acima de tudo não dá pra taxar ninguém de mal ou bom, sem analisar o contexto, os porquês da vida, e sua história.

O mocinho de hoje pode ser o vilão de amanhã e vice-versa, em relacionamentos o que vale mesmo é tratar todos com respeito e com verdade, eu sempre digo que manipular com a verdade é sempre a melhor saída e por mais que possa, em alguns momentos diferenciar mocinhos de bandidos, o que conta de verdade são as atitudes durante a vida e seus contextos, uma atitude isolada não reflete um homem e sim o que ele faz durante a vida.

Paremos de taxar pessoas, e isso não vale só pra bons e maus não, vale para O magrelo, O Gordo, A Tagarela, O Galinha, A Piranha e por ai vai. Lembremos que as pessoas são muito mais do que aparentam ser, são muito mais do que julgamos ser, conheçamos mais e critiquemos menos, por mais que escorrer veneno pelos lábios por muitas vezes seja mais prazeroso que tudo na vida, até porque, as palavras que usamos para os outros são as mesmas que usam para nós, e não há dois pesos diferentes para duas medidas iguais.

Sem ser mocinhos, sem ser bandidos mais sendo seres humanos, mantenhamos a humildade que por muitas vezes não nos é característica e reconheçamos o valor das pessoas que muito nos dão afeto, e sejamos melhores do que somos hoje, que sejamos personagens de um folhetim de mais valor, ou com o mesmo valor que o próprio escritor.

E por hoje Turma é isso!

Semana que vem mais Sambadinhas do Ale com a nossa contagem regressiva, hoje texto 97, depois 98 e 99, assim chegaremos no texto de Nº 100....hehe

Abraços pra quem é de Abraços e Beijo pra quem é de Beijos

Alexandre Oliveira

terça-feira, 18 de junho de 2013

Desabafo Politico Alexandriano


Hoje 18 de Junho de 2013, ainda estou meio que em transe com tudo que vi e ouvi no dia de ontem, o Brasil deu um grito, o Brasil se uniu em prol de algo que vai além dos seus desejos pessoais, o Brasil se uniu em prol do direito coletivo de viver bem, saímos da estagnação. Nas Sambadinhas, o assunto, a pauta é relacionamentos, mas me desculpe aos leitores, mas não há como o blogueiro não sair da pauta e desabafar o que já vinha conversando com muitos em minhas viagens pelo país.

No inicío, se dizia que as obras do velho Maracanã seriam executadas com dinheiro da iniciativa privada, e o que vimos foi um desmando de mais de 1 bilhão de reais gastos em uma obra que privilegia os ricos. O meu, o seu, o nosso maraca, o lugar onde meu pai me levou para ver o Botafogo pela primeira vez, o lugar onde tantas emoções vivi. Tudo bem, ficou lindo, ficou, mas e as obras sem licitações, e o dinheiro nosso, gasto em algo que trará lucros aos mais ricos, e não aos mais pobres. Será que essa grana foi gasta nas obras ou como imaginamos, muita gente levou vantagem nisso?! #reflexao

Não fui contra a Copa, mas e o transporte que iria melhorar e só piora. O trânsito da minha cidade Niterói que já foi ruim passou a impraticável. E o trânsito de Curitiba-PR, que já foi um dos mais tranquilos do país, e isso eu vivi há menos de 3 anos atrás, hoje é um drama para os Curitibanos. Vivemos no país das isenções fiscais para os ricos e de impostos mais caros para os pobres, se é para ter mais carros novos, que haja um plano de retirada dos antigos, se a população aumenta, que o transporte melhore, aumente e se qualifique, afinal as privatizações não foram feitas pra isso?!

Como pode a mesma concessionária tomar conta dos dois acessos do Rio à Niterói?! E sem melhora substancial no serviço, mesmo a tomada das Barcas ter ocorrido a pouco tempo, é algo no mínimo, suspeito.

Há 15 anos atrás, eu estudava em colégio particular ainda, e as passagens dos Ônibus custavam 55 centavos de real, hoje elas custam mais de R$2,75. Ahhh, e se fosse só este aumento, pensaríamos que o drama é pouco, mas aumentaram o preços dos alimentos, ou alguém nas redes sociais se esquece do exemplo do tomate?! Aumentaram o preço de tudo e o salário mínimo do trabalhador não sobe junto, e na mesma proporção.

Os políticos pararam de nos representar e representam a seus partidos, pararam de ver o bem do povo, e começaram a se importar apenas com seus interesses pessoais, afinal porque os votos deles nas sessões de trabalho, não são visíveis, tem de ser secretos por qual motivo?! Medo seria?!  

Porque alguém pra se eleger, precisa de alianças e para governar precisar dar cargos aos que “representam” a maioria para aprovação de uma lei, daí as indicações de profissionais sem qualidade para determinados cargos e a zona vem sendo feita.

As Manifestações

Foi muito lindo, a cena do povo no congresso nacional, pois ele é nosso, e deve nos representar e não o está fazendo, por muitos anos votamos errado, muitas vezes fomos enganados, mas que os enganadores que aumentam seus próprios salários peçam seu boné.

Lindo meu Rio de Janeiro na Avenida Rio Branco, 100 mil pessoas, que orgulho, quem não pode estar lá como eu, se sentiu representado ao longo da via. Exceção feita as agressões de policiais, feitas por bandidos que usam o movimento para tal.

E a Terra da Garoa, onde o povo engatou a reta e vibrou, onde policiais respeitaram a manifestação, e onde a história foi mudada mais uma vez, assim espero.

O povo vem cansando faz tempo, confesso que tenho medo que os protestos virem bandeiras politicas para as “velhas raposas”, tenho medo que o vandalismo, dos quais algum se aproveitam para fazer “bandidagem”, acabe por dificultar e dar argumento ao nosso governo corrupto, mas com medo ou sem medo, temos de tentar, temos que parar mesmo o país, e confesso que me assusta e muito, a inércia do governo em agir para solucionar nossos problemas cotidianos, um governo cagalhão!!! Espero que as manifestações continuem e culminem nas urnas em 2014, com o povo tirando do poder, quem não faz nada pelo coletivo.

Espero mesmo que tenhamos sabedoria para separar o joio do trigo, não dá mais pra ficar parado, o saudoso Renato Russo dizia que eles eram os filhos da revolução, então que sejamos a revolução do presente, que nossos filhos e netos, possam dizer um dia que seus pais e avós, mudaram um país, e que o Brasil é sim o país dos justos.

Uns dizem só por causa de 20 centavos, e eu digo que é muito, já imaginou o trabalhador que pega duas conduções por dia pra ir e voltar do trabalho??!! Eu tenho carro, não passo pela maioria dos problemas que muitos passam, mas quando necessito do transporte público eu sofro, e muito, é caro, é uma merda, não atende as necessidades mínimas da população.

O movimento começou por isso, mas é só um estopim, é só uma faísca, de um incêndio que rola há tempos, e que estamos indo a rua para apagar. O movimento é legitímo, e a você que vai a rua pra fazer farra, se divertir, e principalmente para tumultuar, com agressões a quem luta por um país melhor, fazendo vandalizando patrimônios públicos, bom, nem preciso dizer, eu sinceramente lamento que você exista.

E por fim, quero manifestar minha decepção. Quando criança, eu sonhava em votar e participar do país melhorando-o, e desde cedo assisti ao noticiário politico, torcia pelo César Maia a quem achava um cara que botava a mão na massa para melhorar. Acreditava no Sérgio Cabral, a quem achava um idealista com propósitos, sendo filho de um grande jornalista. Acreditei no Lula, a quem vi como um revolucionário da classe operária com um carisma sem precedentes. Bom, pra mim infelizmente, são exemplos de decepções homérica. Vide os maiores exemplos, do elefante branco carioca(cidade da música), a falta de atitude e o partidarismo carioca do PMDB em prol de seus cargos e posições no alto escalão do governo, e a foto de do nosso ex-presidente ao lado de Paulo Maluf, pra mim foi uma decepção, que nem o mensalão tinha provocado. Por todos estes motivos, votei nulo nas últimas eleições e apoio o voto nulo de todos nas próximas eleições, para que reinventemos um novo país.

#votenulo2014

#sonhocombrasilmelhor

#brasileiroluta

Que mudemos o país!!!

#vemprarua

Alexandre Oliveira

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Os Encalhados(as)

Nos últimos dias muito se falou sobre estar namorando ou se estar solteiro, bem e o que seria melhor? Esta pergunta foi feita por todos em virtude do “dia dos namorados”, incomodou a mente de muitos nos 4 cantos do país, uns puxam a sardinha pro seu lado dizendo que o ser humano foi feito em pares e não vive sem seu amor, outros dizem que não há nada melhor do que estar solteiro e viver na plenitude sua liberdade, o fato é que ninguém tocou num tema fundamental dessas duas vertentes: OS ENCALHADOS.

Muitos dizem que estão sozinhos porque não há opções boas no mercado, outros dizem que opções até existem, mas que não fazem seu coração vibrar, já outros não tem opção mesmo porque ninguém quer, e vivem reclamando que ninguém olha pra beleza interior e tal, mas o fato é que em todas as possibilidades o solteiro(a), é sim um encalhado.

Em treinamentos pelo Brasil, eu sempre dou o exemplo, de casais, que tentam ajudar os amigos e amigas encalhadas, o roteiro normal é:

A mulher do casal, pede a seu namorado para apresentar um amigo dele a uma amiga encalhada dela. Na maioria das vezes a amiga encalhada é feia, mas é muito gente boa. Daí o amigo do namorado em questão, pede para ver o perfil do facebook da dita amiga(se a foto da mulher for só de rosto, ela é gorda, se tiver um decotão junto, ela se acha muito gorda, mas tem um rosto lindo e um peitão der dar inveja a qualquer mulher, se ela for bonita no perfil, ele fiscaliza no álbum, isto porque a melhor foto vai pro perfil, e nesta  todo mundo é lindo né, se ela for feia no perfil imagina no álbum?!). Ela atendo a requisitos mínimos ele parte para um encontro cara a cara, lá ele vai com uma soberba tão grande por achar que a menina é mais ou menos que não age com naturalidade, e acaba sendo um escroto, quando a mulher é inteligente e linda, ele ainda perde uma oportunidade única de sair do fundo do poço.

O fato é que quem há tempos não se relaciona com ninguém perde a confiança, e não se sente a vontade na hora de se se relacionar com o sexo oposto de maneira natural, por esse motivo acaba, cometendo gafes capitais, que afastam as pessoas interessantes em encontros preparados ou não.

No entanto o que ainda me irrita mais, são aquelas garotas estranhas,  feias sem humildade na essência, que esbanjam marra pra cacete e se acham o último biscoito do pacote e criticam as “concorrentes” mais bonitas, seja por roupas ou por suas aparentemente posturas periguetes. Na real essas são encalhadas de marca maior, pois para se encontrar o par ideal, temos que a ter a consciência de que não seremos professores, e sim seremos alunos aprendendo com a pessoa amada todos os dias.

Os encalhados possuem características mais sofredoras, o melodrama de que nenhuma mulher que valha apena existe no mercado, são argumentos bem usados, outros argumentos também bem utilizados são de que as mulheres ideais não querem ele(claro que não querem, o cara quer sempre a mais linda do grupo, a mais perfeita das mulheres, a famosa mulher que é uma santa na vida e uma tarada na cama), no fim os sonhos de pessoas ideais ainda são pura ilusão, porque pessoas diferem da imaginação que criamos sobre elas, e se pode encontrar perfeição na imperfeição.

Encalhados são românticos, e no fundo sonham encontrar a pessoa ideal, não o fazem porque a vida de solteiro os domina em função das decepções amorosas vividas anteriormente, assim gritam que são solteiros com orgulho, mas será que é melhor viver sozinho?!

Afinal todo solteiro(a) gostaria de estar namorando, afinal quem não gostaria de postar fotos e mensagens fofas no dia 12 de junho para seu amor?! Quem não pensa assim ao menos uma vez no ano, não sabe o que é sonho e provavelmente não sabe apreciar a felicidade alheia. No entanto, namorar não é pra todo mundo.

Portanto um Encalhado profissional é aquele que não só está sozinho mais chama os outros para o seu dias de tristeza, que convoca os outros para compartilharem do seu martírio, são aqueles que invejam o dia 12 dos outros, que dizem que sentem “vontade de vomitar”, com tantas mensagens fofinhas no dia dos namorados.

Se você se enquadra no perfil profissional, eu lamento, porque no seu caso, se não mudar, a sua vida será triste e vazia. Não é para buscar o casal o tempo todo, mas é para acreditar que isso realmente mude a vida de uma pessoa, é acreditar, que o mundo gira e evolui melhor acompanhado, é aprender a admirar o sentimento alheio e o que ele traz de bom, de único e de puro. Ser solteiro é uma passagem animada e divertida, mas é uma passagem, se você faz disso sua vida, eu realmente lamento por você.

Seja um encalhado feliz, acredite, sonhe, e acima de tudo, não deixe um amor passar!!!!

 Abraços e Beijos

Alexandre Oliveira