domingo, 29 de maio de 2022

RESPONSABILIDADE AFETIVA E A SUA DECISÃO

 


A sinceridade em qualquer relação parece o elemento chave para o sucesso dela. Há algum tempo venho refletindo sobre o termo “responsabilidade afetiva”. E confesso que foi um termo que me intrigou e levou ao texto de hoje.

Pesquisando sobre o termo, descobri que apliquei isso em todos os relacionamentos que tive.

Diga-se de passagem, responsabilidade afetiva se enquadra em deixar claro para a pessoa que se relaciona, o como você se sente, e quais são suas pretensões com ela.

Por vezes nos perguntamos se existe alguma justiça quando gostamos de alguém, afinal, quantas vezes existe uma dedicação desproporcional, da nossa parte em relação ao que o outro(a) entrega. E quantas vezes escutamos do outro lado a verdade nua e crua, que somos apenas mais um(a) em sua vida. E por gostar da pessoa, insistimos em algo que nunca vai levar onde queremos.

Pois é, me peguei pensando na responsabilidade afetiva, termo que entendi ter praticado por toda a vida, e há pouco tempo me recordei de uma relação que tive há anos, e cheguei a uma outra conclusão sobre o termo responsabilidade afetiva.

O ano era 2012, a garota em questão não estava interessada por mim, pelo menos não inicialmente. Mas com o tempo ela foi se envolvendo, e eu sempre deixando claro que ficava com outras garotas, e que tinha inclusive mais um carnaval badalado pela frente. O tempo foi passando, me afastei dela em diferentes momentos, e nos esbarrávamos em alguma festa, e ficávamos de novo. Até que chegou num ponto que eu percebi que ela realmente me amava, e decidi que mesmo não sentindo o mesmo, iria namorar com ela.

Mas a vida é escrita por grandes reviravoltas, exatamente quando eu ficava apenas com ela e havia decido namorar, conheci uma outra garota e me apaixonei. Naturalmente terminei com a anterior e fui viver a nova história.

Pensando pelo ponto de vista da reponsabilidade afetiva, como tratam atualmente, eu fiz o que deveria fazer, deixei claro tudo que estava se passando a todo momento.

No entanto eu acrescentaria que no capítulo responsabilidade afetiva, devamos ir além. Quando temos uma relação com alguém, que percebemos que não podemos entregar aquilo que a outra pessoa espera, e nos damos conta de que a outra pessoa gosta muita mais de você, do que você dela, acho que hora de ir embora.

Hoje creio que se você não está na mesma sintonia da outra pessoa, comunique que não vai ficar, comunique que você não quer dar migalhas a alguém que merece mais. Tome a decisão de dizer que não vai ficar mais, e desapareça da vida dessa pessoa, pois assim ela vai ter a chance de se recuperar do sentimento que tem por você, e começará a viver mais rápido.

Desta forma a pessoa terá um fim de capítulo, pois ouviu a verdade de forma clara. E você terá tomado a decisão que ela não pôde. Não pôde devido ao alto grau de sentimento que tem por ti. Assim é a melhor decisão é não haver mais nenhum tipo de relação, e isso sim é responsabilidade afetiva, fechar ciclos, e saber sumir em respeito ao outro.


por Alexandre Oliveira

quinta-feira, 19 de maio de 2022

CASAMENTO DE LULA E O FIM DA AVENTURA

 Foto: Ricardo Stuckert
 

Casar é um sonho para muitos, e um pesadelo para grande maioria que ali vive.

Sim, converse a sério com um dos cônjuges, mas em separado, para saber a realidade do casal. Hoje, lendo as manchetes do casamento do ex-presidente Lula, me peguei por um segundo achando lindo a união de um casal de idade mais avançada.

É claro que a união de pessoas idosas causa comoção. Afinal, já é difícil encontrar um amor aos 30, imagine aos 70?! Sem falar que é uma fofura ver a emoção dos velhinhos. Assim, é fácil se emocionar com quem, se aventura mesmo com tanta experiencia de vida.

Essa é uma emoção genuína que nos comove, e confesso que me senti comovido.

Mas a verdade é que esta comoção durou apenas alguns segundos. Em seguida pensei no verdadeiro motivo deste texto, que é refletir sobre o encontro do amor e na materialização dele através do matrimônio.

A verdade é que eu não sei se as pessoas querem casar porque foram ensinadas que este é o enredo perfeito da vida. Ou porque de fato amam tanto alguém, que dividir a vida com essa pessoa, pareça algo incrível. Confesso que já não sei dizer ou perceber quem está “saltando deste paraquedas” pela vontade de viver, ou pelo medo de morrer só.

Os filósofos de rua costumam falar da importância de estar bem consigo mesmo, para que depois se encontre alguém, e da importância de primeiro ser feliz sozinho(a) para que se possa incluir alguém em sua vida. Contudo, quando é que se identifica que este momento chegou?

A vida acontece numa velocidade absurda, tudo é tão fugaz e efêmero que apostar em algo de longa duração parece um acerto romântico tão arriscado que o seu próprio contrato(matrimonio), denotam mais o fim da aventura, do que a continuidade dela.

A maioria das pessoas não casa para se arriscar, casa para encontrar uma segurança de algo que se tem medo de viver. Dentro deste espectro, o casamento não é a opção do trabalhador autônomo, é a opção do trabalhador com carteira assinada. A segurança é tão ilusória quanto a instituição, e o casamento não deve ser visto como o fim do jogo, aposentadoria ou o fim da história.

O casamento se encontra em falência, pois deixamos de perceber o porquê ele existe, e o para que ele existe. Casamo-nos, para ter sexo todos os dias e em alguns meses somos surpreendidos com a rotina que inviabiliza a missão. Casamo-nos para ter uma parceira de aventuras, mas na prática acabamos dividindo com alguém as responsabilidades da semana.

Somos seres sociais, e como já dizia Tom e Vinícius, “é impossível ser feliz sozinho”. Mas a forma de relação que você escolhe, ou a pessoa que vai estar do seu lado, quem escolhe, é você. Só pense nessa relação, dure o quanto ela durar, como uma construção de capítulos de uma linda história, e não como a última página de um belo livro.

Certa vez, atuei em uma peça onde um dos personagens dizia “será que a vida é casar-se, ter filhos, comer macarronada aos domingos e assistir TV? Será que acabaram as grandes aventuras?”

Pois é, se o casamento for a última página, é melhor se casar no cemitério, agora se casar-se, for a continuação da aventura, aí sim, eu quero, e você? O que você QUER?


por Alexandre Oliveira

sábado, 9 de fevereiro de 2019

VIDA EM COLETIVIDADE

O mundo atual é cada vez mais coletivo e menos individual e quem não souber se adaptar terá grandes problemas.

Em um passado que por agora já faz mais de uma década, existia uma preocupação da minha mãe que eu não tivesse amigos, e esse pensamento era estimulado pelo meu enorme prazer de estar sozinho.

Com o passar dos anos essa preocupação foi se dissipando e nos meus irmãos mais velhos foi aflorando outra. Nesse momento o motivo deles para uma previsão pessimista do meu futuro era a minha incapacidade de viver em “comunidade”.

Nessa época a minha imaginação apontava que o viver em comunidade padecia de uma atitude de “se não ajudo, também não atrapalho”, e com essa atitude de inércia alimentei a revolta dos meus queridos irmãos, pois os mesmos se referiam a mim como um cara que não participava das funções da casa, ou seja a inércia também incomodava o coletivo, pois não termos o direito de nos colocar para nada fazer enquanto alguém em volta está se movimentando.

Com o passar dos anos entendi que a sociedade nos cobra uma satisfação do que estamos produzindo, e o fazer nada era sintoma de “vagabundagem”.

Nada melhor do que os anos para cada peça encontrar a sua caixa correspondente, afinal hoje existe o “ócio criativo” e grandes empresas já trabalham com esse prisma da execução de trabalho.

Longe de mim gostar de fazer nada, muito pelo contrário inclusive, mas tudo tem sua hora e momento e quanto aos meus irmãos, eles exageraram um bocado, entretanto exagero familiar faz parte do drama cotidiano.

E o que aprendi com isso?

Que o melhor é antecipar uma insatisfação, impondo uma solução que atenda o mínimo das expectativas. Dessa forma sempre que usar as louças de casa, ao invés de esperar o comercial da novela esquecendo de limpar, o melhor é executar a tarefa no momento que a necessidade de limpar aparece.

Portanto a necessidade coletiva vai sempre se colocar à frente da necessidade individual e o que se pode fazer é antecipar-se:

*Em um prédio com dois elevadores, chame apenas um, pois você não precisa de dois.

*Estacione na vaga certa, pois assim outros poderão estacionar.

*Jogue o lixo no lixo, ninguém é obrigado a limpar sua sujeira e todos gostam de um lugar limpo.

*Nunca deixe sua cama ocupada por objetos por mais de um minuto, afinal a cama serve para deitar.

*Cumprimente antes de fazer qualquer pergunta, e assim gentileza gera gentileza.

Alexandre Oliveira

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Passado e o Elo com o Futuro

Para que possamos viver um futuro é importante saber da onde viemos.

Muitos pensam que o presente é a ponte entre o seu passado e o seu futuro, por estar no meio, a palavra presente tem um certo ar de ligação, no entanto discordo dessa posição e trago aqui algumas reflexões.

Poucas coisas na vida me dão tanto prazer quanto lembrar velhas histórias, apesar do tanto de poeira que algumas possuem, uma boa história tem vários lados, não só dos contadores mas do sentimento que elas possuem, que em muitos casos nada tem a ver com a realidade do fato.

Certa vez estava conversando com um amigo e lembrando de várias histórias de baladas, de momentos engraçados e divertidos que vivemos, daí ele me solta a seguinte frase: “a gente foi muito feliz nessa época”.

Olhem que fascinante que é a nossa memória, ela faz um recorte como de um filme que trás os pedaços mais importantes da história do protagonista, envelopa em uma dose ufanista de saudosismo e eis que surge a lembrança de uma jornada, onde parece que até as derrotas foram divertidas, e que no fim o tempo foi mais vitorioso que as tristezas passadas e pouco lembradas.

O passado é o elo mais forte da vida, ele é a sua história realizada, um filme que não pode ser apagado. Vislumbramos um futuro onde nosso principal objetivo é não cometer os erros do passado, e assim nos tornamos escravos de nossa própria história não contada.

Mudar o passado é impossível, esquecer para alguns é uma possibilidade, modificar os efeitos do que se foi feito é impossível. Certamente o pedido de desculpas de uma pessoa que magoa a outra, tem mais a dar para aquela que fala do para aquela que ouve, pois quem ouve não consegue compreender a dificuldade que é falar aquilo.

Nada apaga o sentimento ruim que gerou efeitos, pois os efeitos geraram o elo entre o presente ressentido e o futuro modificado. Lógico que nessa fórmula o presente parece insignificante, mas a verdade é que não conseguimos raciocinar de forma clara e objetiva quando algo está acontecendo, pois um objeto em movimento ainda não gerou impacto, e não há maior noção de alguma coisa, do que viver alguma coisa!

Quando o fato é passado, tudo se torna óbvio, afastado os sentimentos de momento e os desejos que te motivaram outrora, conseguimos enxergar aquilo que era perfeito ser executado, contudo foi feito de maneira completamente diferente.

Não podemos viver pensando, mas podemos pensar vivendo e quem sabe um dia possamos viver um presente onde o passado nunca pareça ter feito falta.

O correto é dar o valor devido ao ontem, hoje e ao amanhã, sem tirar o peso que já houve, e nem pôr peso demais naquilo que não lhe convém.

Alexandre Oliveira

quarta-feira, 5 de julho de 2017

NÃO É PORQUE "ALGO" TE TENTA, QUE VOCÊ TEM QUE COMER !

“Haverá um dia em que você não há de ser feliz”
                                                               
                                                                         Marcelo Jeneci

O limite é algo que sempre nos atrai, no limite das linhas o que está do outro lado sempre parece algo alcançável, o que não podemos por diversos motivos alcançar, mas ao se tornar muito visível e próximo, pode ser perigoso e aparentemente violável. O grande problema de um erro, é quando ao invés de admiti-lo e superá-lo, o mesmo se torna recorrente e normal, deixando a consciência sem peso algum, passando assim a ser um costume.

Há algum tempo me olhando no espelho me incomodei com algo, a barriga não estava reta havia muito tempo, e a bochecha de Kiko nas fotos foi prolongada em quase todo o ano de 2016. Assim resolvi que deveria tomar uma atitude, parei de comer alguns alimentos que agravavam a “crise” e resolvi retornar as atividades físicas de modo gradual.

No entanto depois de muitas frutas e barras de cereal, abri o micro-ondas para esquentar um “incrível” frango grelhado com batatas e me deparei com dois pastéis de queijo prontos para serem devorados. Olhei aqueles pastéis e me senti o Chaves querendo a comida da vila e não podendo. Olhei aqueles pastéis e disse a minha noiva que estava tentado a comer aqueles pastéis, e ela me disse: “se está com vontade, come ué”.  E assim eu disse a frase título deste texto: “Não é porque algo te tenta, que você tem que comer”.

E minha mente viajando como só, começou a pensar em mil coisas que nos tentam em vários momentos da vida, mas que não podemos fazer por trabalho, relacionamentos ou ética. Me lembrei das vezes que o sol está forte, e bate aquela vontade de ir à praia, mas o compromisso fala mais alto, me recordei das vezes que uma pessoa pensa em pegar a irmã do amigo, mas não pode porque ela irmã do amigo, e tantos outros exemplos.

Só porque o pastel está na minha frente não quer dizer que eu tenha a obrigação de come-lo. Chegar próximo a algo desejado não gera um contrato de obrigação. Somos adultos pesamos o que vale mais apena em nossas decisões, o que vai ter mais valor frente a um objetivo de vida. E sim, eu escolhi não comer os pastéis, e isto porque o objetivo de diminuir a barriga é maior que a satisfação da comida, isso hoje, amanhã eu já não sei.

Não vou ficar aqui cuspindo sabedoria de botequim, pagando de santo, e isto é impossível porque todos erramos em alguns momentos de nossas vidas, e comigo não foi diferente. Em 29 de Março de 2013 a minha ficha caiu de maneira drástica, ali cheguei à conclusão, se algo te tenta tanto que não se pode resistir, não chegue próximo a linha do limite, corra para o mais longe que puder.

Um amigo começou a ficar com uma menina, estava encantado e se empolgava ao falar dela, mas em uma determinada noite ele estava trabalhando e pediu que eu saísse com a tal. Durante um momento percebi que um clima se estabeleceu. Mas no dia seguinte uma noitada aconteceu e fomos eu, meu amigo e a menina. Durante toda noite a menina vinha no meu ouvido e dizia o quanto me queria. Juro, não queria confusão e me esquivava e tentava contar a meu amigo, não deu. Saímos da boate e fomos comer em uma lanchonete, me deu vontade e fui ao banheiro. Lá no segundo andar da lanchonete, o banheiro e haviam dois meninos na fila a minha frente, a menina saiu do banheiro empurrou os dois meninos e me puxou pela camisa para dentro do banheiro, e eu no olho do furacão agarrei a menina dentro do banheiro, e entre um o outro amasso, a porta do banheiro foi aberta, e lá estava meu amigo dando de cara com a maior cagada que seu amigo já havia feito.

Se aproximar da linha do limite e retornar intacto, não é pra qualquer um, exige muita razão sem emoção, e os instintos tem de ser jogados fora. Naquele momento fui desprovido disso e errei, mas temos que aprender com nossos erros e buscar os acertos.

Nesse momento minha ficha caiu, e uma lição para sempre ficou, se não pode contar e alertar, fuja. Evite que a linha do limite se torne a linha do limite do seu maior arrependimento. Se tudo for possível e não existir regras, é uma outra história.

Mas lembre-se do que aprendi, não é porque algo te tenta que você tem a obrigação de comer. Portanto a escolha sempre é sua, afinal você é o resultado da sua própria felicidade ou tragédia, e o responsável completo das consequências geradas pela sua decisão.

Abraços e Beijos


Alexandre Oliveira  

segunda-feira, 26 de junho de 2017

ZOAÇÃO TEM LIMITE

Há uns anos atrás e até hoje vem se discutindo muito sobre o limite para brincadeiras entre amigos, trotes em faculdade e etc. E esta semana me peguei relembrando situações do passado, situações não tão legais de se lembrar, mas que valem uma reflexão, e assim resolvi escrever, postar e aqui estou.

O ano era 1997, eu sentia muitas dores de cabeça jogando videogame, como era viciado nos jogos, minha mãe achava que o excesso estava me fazendo mal, ao levar no Hospital, se constatou que havia um problema, e teria que usar óculos. Como eu já naquela época sofria com a zueira dos “amigos”, minha mãe achou por bem me dar óculos que me dessem conforto, deixando escolher aquele que fazia eu me sentir melhor. Ela trabalhava como vendedora, e tinha meses que ganhava bem e outros que nada ganhava, mesmo assim me deu óculos que custaram R$457,00, uma fortuna para época, parcelou em suaves prestações de R$45,70, ou seja, em 10x no cheque.

Confesso que não gostei de ter algo em cima do meu nariz, no entanto me senti o verdadeiro Clark Kent, e achava até que as garotas olhavam mais para mim. Porém alguns meninos não ficaram muito felizes com meu “sucesso” e resolveram fazer uma pequena brincadeira.

Eu guardava os óculos em uma mochila e ia para o recreio, durante um desses dias eles entraram na sala e roubaram os óculos, e puseram uma dúzia de pedras dentro da mochila. No que cheguei em casa chorando, não sabia como explicar a minha mãe o ocorrido, afinal por medo da retaliação não havia comunicado ao colégio, coisa que minha mãe tratou de fazer para o menino de 11 anos.

A Dona Graça foi ao colégio e fez um baita barraco, tipo mulher do gueto em supermercado Guanabara em promoção. O fato é que ela comprou outro e exigiu reembolso do colégio. Tempos depois, o acessório roubado apareceu novamente na minha mochila e eu fiquei com dois óculos.

Quatro anos depois do ocorrido, eu vinha de um ano traumático e estava feliz por estudar em um colégio onde tinham pessoas apenas da minha faixa etária. O Ano era 2001, não existia celulares populares, o telefone fixo ainda era muito usado, Wherever You Will Go do The Calling era a música mais tocada, minha novela favorita “Um anjo Caiu do Céu” havia terminado há pouco. Era o ano que eu imaginava que meu primeiro beijo deixaria de ser um sonho bobo de comédia romântica, apenas “era para ser”.

Eu achava que estava tudo bem, era goleiro do time da sala que se preparava para o campeonato do colégio. Me dava bem com todos, era amigo das meninas mais gatas e das mais feias da sala. Tudo ia bem, até o dia 10 de abril quando completei 15 anos, oito garotos resolveram fazer uma brincadeira.

Eu estava sentado na mesa do professor, um dos meninos veio pela frente e me distraiu, enquanto os outros sete vieram por trás e me deram uma série de dezenas de tapas na nuca, a ponto de deixar inchado o pescoço e parte das costas. Chorei, chorei muito, eu não era popular, mas estava sobrevivendo e naquele momento eu percebi que o bom ano havia acabado, as meninas ao me ver daquele jeito disseram para eu comunicar a coordenação. Mas eu não era um X9, eu pensava: “não vou fazer isso com eles, afinal eles são meus amigos”.

Minutos depois de muitas lágrimas no pátio do colégio, uma das coordenadoras aparece chamada por uma colega da sala e me pergunta o que ocorreu e eu não menti, contei o ocorrido e assim começou meu inferno astral de 2001.

Os meninos foram levados a coordenação e os oito foram suspensos por uma 1 semana. Ao retornarem, não pouparam esforços para que eu ficasse o máximo isolado possível, não pouparam esforços para que eu fosse achincalhado por metade da turma, e claro, não pouparam esforços para ridicularizar o menino romântico que estava gostando da menina mais bonita da sala, e as meninas sentiam mais pena ainda do menino bobo. No futebol o fair play acabara, fui retirado do time e nas aulas de educação física o esporte passou a ser me machucar dentro das “regras da esportividade”. Assim resolvi nas aulas de educação física ir jogar basquete sozinho na quadra anexa. No ano seguinte resolvi enfrentar e ficar no colégio para tentar superar as relações mal construídas de 2001, mas o colégio entrou em greve e tive de ir para outro, infelizmente, pois adoraria ter aparado as arestas e superado aquilo civilizadamente fazendo todos perceberem o quanto éramos pequenos naquela situação e que poderíamos sim, ser amigos de verdade que superaram problemas bobos, entretanto quis o destino que cada um seguisse para um lado.

Não é todo jovem que supera tudo como superei, e segue a vida tomando como lição aquilo que se passou. A maior parte das pessoas que me conhece não sabe dessas duas histórias. Assim como não sabemos as histórias de tantos que estão tão perto agora, não sabem o que as levou até ali, da onde tiraram força para tanto e como alcançaram seu sucesso pessoal.     
        
Contudo, o mais importante é perceber que uma criança/adolescente não tem poder de decisão e capacidade de entendimento suficiente para saber lidar com situações de agressões físicas e morais, sem a ajuda de adultos responsáveis e cuidadosos. Um adolescente já é capaz de saber quando fere um outro colega, mas certamente não é capaz de sofrer calado e superar sozinho uma agressão moral. Zoação é normal, mas só é saudável quando todos em um grupo tem a mesma liberdade de brincar, de zuar e ser zoado, pois isso sim é uma brincadeira entre amigos. Precisamos olhar por aqueles que necessitam de nós, tratar os iguais como iguais, e os desiguais com desigualdade. O jovem tem que ter o dever social de arcar com as responsabilidades dos seus atos, pois quem deve sofrer é o agressor e nunca o agredido, pois a zueira tem limite!

Reflitam!

Obrigado

Abraços e Beijos


Alexandre Oliveira

sexta-feira, 16 de junho de 2017

HOJE AMANTE, AMANHÃ CORNA NEURÓTICA

"Me queira e queira ficar"
                            
                                    AnaVitória

Uma traição já é um ato que fere a si mesmo e consequentemente o outro. O Ato por si só já é degradante para quem o faz, e claro para quem sofre, por ser o parceiro(a) traído. Mas imaginem o ponto de vista da amante da história.

Segundo meu ponto de vista, se todos no mundo tivessem a consciência de não se meter na vida de um casal, o mundo seria melhor. Mesmo assim alguns dirão que a amante da história, muitas vezes não sabe que é amante. Ok, tudo bem, mas quando descobre, vai continuar com a cagada? Eu respondo que a pessoa continua, pois em porta arrombada ninguém põe fechadura.

Volto a dizer que acho que o maior culpado de uma traição é a pessoa que tem um relacionamento e procura uma terceira para satisfazer desejos, mas o assunto desse texto é a amante, então continuemos.

Uma amante nem sempre é uma má pessoa, ela pode ser apenas uma pessoa que se deixa enganar e passa o tempo quando se passa de um ponto, nem ela própria sabe porque está ali, mas o desejo velado pelo sentimento acumulado pelo tempo não deixa a mesma sair da situação.

Pois bem, se você é amante e espera daquela relação, uma simples “ficada” sem compromisso, com objetivo de satisfação temporária, seja ela sexual ou apenas de beijos quentes em noites frias, tudo bem, tá ok, pois você não tem nada a ver com o assunto, certo?!

Ouvimos muitas histórias de homens que traem a suas mulheres e contam para amante aquela velha história de que o relacionamento está difícil, que ele não é compreendido, que ele quer terminar, mas não sabe como fazer, e que ele precisa de uma mulher, como aquela que ele está conversando. Velho papo do 171 profissional que diz que é a primeira vez que fala isso para alguém, mas já é a vigésima vez que manda esse papo. Caia fora e cesse o papo nesse momento, ou quando menos se espera, se tornou amante do cara.

Assim começam as promessas não cumpridas, e uma submissão que nem a própria percebe que está se colocando. E isto acontece pois ela está se apegando a um baita canalha, que é mais sujo do que um Sérgio Cabral da vida, ela está caindo na lábia deste vagabundo, sem mesmo perceber.
A submissão ocorre porque ela passa a fazer programas com ele apenas nos horários que ele não está com a “oficial”, ela passa a mandar mensagens apenas em momentos que a de “fé” não está com ele. Em contrapartida este canalha manda mensagens para a amante dizendo que o programa com sua namorada está muito chato, e que seria mil vezes melhor estar com ela, e ainda pede que ela sonhe com ele. Vai ser sujo lá em Monjolos!

Oi?! O cara vai dormir com a namorada, e pede para você dormir pensando nele? Isso é o cúmulo da cara de pau. Assim quando a amante percebe que gosta do cara, ela começa a sonhar que o pilantra vai se separar da namorada, e o sujo começa a prometer que um dia isso vai acontecer, mas na real gata, te falar uma verdade: NUNCA VAI ACONTECER!

Como para toda regra tem a sua exceção, vai que acontece.

Bom, caso aconteça, o que te faz pensar que um homem que traiu a sua namorada atual, não vai te trair quando você amante for a “oficial” do momento?

Minha amiga, isso não é uma pergunta, é uma certeza, você amante de hoje é a corna de amanhã, e eu nem preciso de bola de cristal para prever seu futuro de insegurança no relacionamento e falta de confiança. Afinal o que começa no erro, permanece no erro.

Logo, para de ser trouxa sai fora dessa, pare de ser a idiota da vez e ceda o espaço a outra pessoa com menos inteligência que você, deixa de ser idiota e acorda pra vida!!! Pois uma mulher inteligente sabe muito bem o que quer, e a hora certa de correr, então exerça sua inteligência, e deixe de ser burra!


Abraços e Beijos

Alexandre Oliveira